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terça-feira, 21 de setembro de 2010

choro choro

Quando eu vi,
olhei bem.
Mirei o centro.
Abri os braços.


Cordial como sempre,
abriu os braços também.
Sei que sorriu.
Fechei os olhos.
Respirei confiança.
Me joguei.
A retribuição
foi tamanha
que ao cair
o único impacto que
pensei sentir
foi substituído
pelo sublime carinho
em minha face jovem
porém
cansada.
Adormeci.
Acordei sorrindo
achando que
estava em seus braços
e abraços.
Novamente
fechei os olhos.
Agora, na esperança
de diminuir a distância
que separa a união dos
nossos corpos.
Lamento nunca ter dito
o quanto gosto de você.
Nem o quanto sou
eu ao seu lado.
Queria agradecer também.
Mas choro
por pensar
que pode ser tarde.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Século 21



Em pleno século 21

As fábricas estão com problema.

Só fabricam laranjas mecânicas

Com focinheiras e cabrestos.


Em pleno século 21

Precisamos de auto-falantes, holofotes,

Rabiscos em papéis, bigodes,

Espadas e espartilho.


Em pleno século 21

Com tanta informação, precisamos de formação

Com tantos milhões de pessoas, precisamos apenas de algumas.


Em pleno século 21,

Vamos deixar essa ser a era das tecnologias mesmo?

Será que estamos esperançosos demais,

Acreditando que computadores, celulares

Poderão nos ajudar na briga contra a corrupção, desmatamento?

Por isso estamos nos calando? Acomodando? Atrofiando?


Em pleno século 21,

Precisamos mais do que nunca de gente como Tchê, Freud, Einstein, William Shakspear, Fernando Pessoa, Washington Olivetto, Pink Floyd, Cazuza, Dona Beija, Coco Chanel.

Precisamos de gente nova pra fazer história. Ou o pouco que sobrou dela vai deixar lugar pra história de como as tecnologias estão nos alienando.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nomes próprios (versão masculina)

ANTÔNIO veio de ANTÔNIMO. Ou vice-versa.
BRUNO era BURRO. Achava que dois mais dois sempre davam quatro.
CAIO, de tão bêbado, CAIU. Esse não toma jeito mais. Só cachaça.
DANIEL, narcisista que era, pintou um PAINEL com a sua melhor pose.
ERNESTO ficava ERETO por qualquer rabo de saia. Até as dos escoceses.
FABRÍCIO é PATRÍCIO no nome, nas ações.
GREGÓRIO é GREGO. E GERMANO é GERMÂNICO.
HUGO é o PUTO da casa. Levanta todo santo dia com o pé esquerdo.
IVO, sem esperar, já é VÔ. E já esperando, NA VAN, está IVAN.
JULIANO adora ouvir que se parece com FULANO. Tem fé que o confundam com Rodrigo Santoro.
KEN cansou de ouvir NEM.
LOURENÇO todo ano vai a FLORENÇA. Já se cansou de lá, mas é tradicional.
MARCELO se acha ESPERTO. Mas quem é pura MALÍCIA é MAURÍCIO.
NOEL ganhou um NOBEL. Não foi por causa da rima.
OTÁVIO, OTÁRIO. Esse não merece mais palavras.
PEDRO achou sua metade: PEDRA.
QUIRINO é o vizinho QUERIDO, da mulherada.
ROBERTO é o boca ABERTA. Não precisa ir ao dentista.
SANDRO, taxado como ESTRANHO, criava. Enquanto o SALVADOR era apenas AMADOR.
TOLEDO se comparava a um ROCHEDO. Tinha memória fraca. Esquecia que as manhãs sem leite eram as mais chorosas.
ULÍSSES? É isso que TÚ DISSE?
Não. Disse VITOR, mas queria ter dito VIDRO.
XAVIER virou XAVEIRO em uma noite boemia.
Triste fim teve ZENÓBIO. Foi dado como vivo somente em seu ÓBITO.