Mostrando postagens com marcador PP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PP. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

cadê tu? inspiração.

Cadê tu?
Que sempre guiou meus pensamentos.
Cultivou minhas idéias.
Me fazia sonhar acordada.
Elevava minha auto-estima.
Tornava-me uma pessoa elogiada.


Cadê tu?
Há um tempo que sinto sua falta.
Coração fica apertado.
Pés sem rumo.
Mãos sem saberem o que escrever.


Fecho os olhos e nada vem à mente.


Cadê tu?
Inspiração.
Saudade de acordar sorrindo todas as manhãs.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

o espetáculo começou, vai terminar

É sábado.
Abram as cortinas.
O espetáculo vai começar.



Já que moraes não acha meu rosto tão bonito quanto o da marina,
pinto-me.
Tento ficar agradável aos olhos dele
pra dança ser menos dolorida.



A casa sempre está cheia.
Há disputa pelos ingressos.
Aplausos são recebidos
com sorrisos de orelha a orelha.



Perigo. Atenção.
Corre-se o risco de falência da peça.
Estão descobrindo que foi tudo ensaiado.
De boca em boca,
nem os personages acreditam mais na história.



Primeira página do jornal.
Virou notícia.
A tragédia está feita.
Foram cobrindo com pedras e pedras,
a muralha desabou.
Coraçao murchou.
Olho chorou.
A boca calou.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

egoísmo

Me beija.
Me abraça.
Me toca.
Me olha.
Me escuta.
Me sente.
Me cheira.
Me lambe.
Me puxa.
Me diz.
Me fala.
Me dá a mão.
Me dá ombro.
Me dá proteção.
Me faz rir.
Me faz chorar.
Me fáz cócegas.
Me derruba.
Me levanta.
Me movimenta.
Me para.



Para. Não para. Para. Não para. De fazer tudo que falei.
Sai. Volta. Por inteiro. Por completo.
Te quero. Só pra mim. Igual me dei.
Irei de fazer-te rei.
Mas tú, além de merecer.
Terá de querer.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

perdido

Perdido por aí,
encontrei-te.
Perdida por aí,
encontraste-me.
Nada lógico vivemos.
Clichês fizemos.
Mansamente me conheceu.
Lentamente me levou.
Na imprevisibilidade dos seus braços
achei minha morada.
Pensei até que fosse virar sua namorada.
Mas suficientes não foram meus laços.
E na lei do menor esforço,
No seu silêncio contou verdades.
Nas suas poucas palavras feriu-me com verdades.
Tudo fez sentido, fez reforço.


Perdido por aí,
deixe-te.
Perdida por aí,
deixaste-me.
Fostes meu lúdico.
Sonho de menina.
Melhor rima.
Amor místico.
Suor pacífico.
No alto de um edifício.
Agora vais prum lado.
Caminho eu por outro.
Os dois procurando o ouro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

gênio da lâmpada

tudo que eu queria.
tudo que eu não podia.
acontecia.

sem dizer uma só palavra,
ele lia meus pensamentos,
e como um gênio da lâmpada,
realizava meus desejos sem pestanejar.

tudo que eu não podia,
meu coração também não podia.
por isso se entregou ao amor, à paixão.
agora tudo pode, tudo quero
e nada acontece.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

sem dó

Já não há em quem pensar.
Já não há sentimento para expressar.
Já não há lembrança que eu queira lembrar.





Meu coração bate por mim.
E só.
Assim.
Sem dó.





Sou de lua.
De pedra.
Da rua.
Da selva.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

viver

Viver é se entregar.
Pro que der e vier.
Para o que hoje tiver.
E no final, de si mesmo, poder se orgulhar.




Viver é se permitir.
Rir.
Divertir.
Sentir - medo, amor, frio, calor.
Ir.





Viver é fazer com paixão.
Se empenhar de corpo, alma e oração.
Para poder erguer a mão.
E o final, de si mesmo, ser campeão.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

nem

Não. Não.
Não morreu.
Nem pra mim.
Nem pro mundo.
Não. Não.
Não posso dizer que não sinto sua falta.
Nem que não gostaria de te ver novamente.
Nem que eu não.
Nem que eu sim.
Nem que eu talvez.
Nem que eu.
Nem que.
Nem.

sábado, 10 de abril de 2010

ele pediu, eu fiz

Ele chegou, eu olhei.
Ele me cumprimentou, eu chorei.
Ele me olhou. E de tanta beleza assustei.

Ele sobrou, eu também sobrei.
Ele jogou charme, eu aceitei.




ou será que




Eu joguei charme e ele aceitou.
Eu propus mais uma bebida, ele topou.
Eu não quis mais e mais uma ele tomou.




Eu disse que sim e pra casa ele me levou.
Eu disse que não e ele quase chorou.




Ele pediu, eu fiz.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

aqui quem fala não é da terra

Sim.
Nao sou da Terra.
Posso até ser da terra.




Com certeza ainda não descobri de onde sou.
E sem um pingo de dúvida, não faço a menor ideia pra onde vou.




Prefiro assim.
Ficar sem saber nada de mim.




Faço das palavras de Paulo Leminski, um grande poeta da terra,
As palavras de alguém que não fala da Terra.




"Não discuto com o destino.
O que pintar eu assino."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Em branco

Se deparar com uma folha em branco.
Nem todo mundo está preparado pra isso.
Tem gente que pega a folha e vai sentar no banco,
reclamando disso e daquilo.



Escrever em uma folha em branco,
é uma responsabilidade muito grande.
Na verdade, é trabalho de gente persistente, irritante
que quase não acredita em santo.



A folha em branco é pura.
É merecedora de palavras não tão duras - ou não.
Deve ser tratada com inocência,
revelando tudo que temos na consciência.



Folhas brancas, quando recebem palavras,
deixam de ser folhas brancas.



Pense nisso antes de pegar uma folha em branco para colocar palavras sem sentidos. Folhas brancas são oportunidades, renascimento. Use-as, sempre que for preciso se reinventar, mas use-as com moderação. Todo mundo tem a chance de se renovar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

piegas - eu sei

Piegosidade da paixão
A paixão se faz sem amor,
sem dor,
com cor,
com o tom de vermelho que for.
O coração apaixonado é atormentado,
nunca pálido,
e muito, mas muito ávido.
Quase sempre se afirmando impávido.
O apaixonado é corajoso,
não gosta e não é pegajoso.
Afirma que seu coração não é medroso
e tem áurea de charmoso.
Piegosidade do amor
O amor se faz com paixão,
com mil batimentos do coração,
com falta de ar no pulmão,
com suadoro na mão.
O coração de quem ama é aberto
ao certo e ao incerto
pro que tá longe e pro que tá perto,
esperando respostas, olhando pro teto.
O amante também é corajoso,
mas gosta e quase sempre é pegajoso.
Não afirma que seu coração é medroso,
porque tem medo que o seu amor se encante por outro mais charmoso.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

a vida é feita de música

de DÓ
dô RÉ.
pobre de MI,
quase F
Á,
mas veio o SOL
e agora vou LÀ
pra perto de SI.
um beijo te DO.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

a verdade, enfim

Preciso muito escrever
Mas não sei o que escrever.
São tantos sentimento a descrever
Tantas emoções que eu queria, porém não sei como descrever


Gostaria muito que isso se resumisse somente à felicidade
Contudo, tenho medo de dizer e nao dizer a verdade
Por que todos procuram a felicidade?
Se quando quem a faz somos nós, e isso eu sei de verdade.


Vivo no saber e não-saber,
No aprender e não-aprender,
No não querer fazer, mas ter que fazer.
Cheia de preposições adversativas que me fazem ser.


Eu sei e você sabe, enfim
que também vive assim:
indo de cantim em catim
pra não ficar só no fundim desse mundim.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Maníaco do ponto final.



Ponto final.

.


.

Tudo tem um final.

.


.

Mas o maníaco do ponto final.

.


.

Colocava esse ponto em tudo. Mesmo longe do final.

.


.

E quem achou que pra morrer de repente levaria anos. Enganou-se no final.

.


.

Ponto final.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Equilíbrio

Não era entra quatro paredes.
Era sobre quatro rodas.
No carro, tudo se perdia.

Perdia- se a privacidade.
Perdia- se a vergonha.
Perdia- se objetos.
Perdia-se o medo.
Perdia- se o fim.
Perdia-se a noção.

Depois de não ter mais noção, começava a achar.

Achava proteção em abraço.
Achava dois sem vergonha de estarem ali.
Achava mãos e pés.
Achava vontade.
Achava início.
Achava equilíbrio.

Após uma perda, um encontro.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Estado

Queria.

Queria não sentir. Nada.
Queria não gostar. De ninguém.
Queria não comer. Nada.
Queria não sonhar. Com alguém.

Calma.

Queria sentir. Somente ar puro.
Queria gostar. Somente do que me faz bem.
Queria comer. Somente a comida da mamãe.
Queria sonhar. Somente o que desse para realizar.

Revolta.

Queria. Não quero mais.







quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Gostava

Gostava das palavras trocadas.
Da intelectualidade das conversas.
Da intensidade do calor.
Só não gostava da dor.

Fazia-me bem, ali, no presente,
mas quando o momento se tornava lembrança,
a noite não era nada dormente.

Agora, buscar esperança em uma ou outra palavra é raridade.
Nunca tem novidade.
Nem ruim, nem boa.
O rio não balança mais, muito menos a canoa.

O vento sopra. Pena que não venta.
Aliás, acho que minha pele já não o sente.
Tô precisando é de uma tormenta.




terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Des-compasse


Ela é bonita. Ele também.

Ela é toda prosa

E ele nesse vai e vem.


Ela é charmosa

Ele é cheiroso

Ela é graciosa

Ele é guloso.


Esse romance tá ficando curioso

Enquanto ela faz aposta

Ele paga de gostoso.


Vai e vem

Vem e vai

Quem sabe agora sai

E virgem ela não será mais.